Brasília ? A partir de hoje (3), 80 auditores da Controladoria Geral da União (CGU) vão a 24 estados e ao Distrito Federal fiscalizar 15 mil quilômetros de estradas. Os 7.200 quilômetros das obras emergenciais da Operação Tapa-Buracos terão prioridade. Segundo o secretário-executivo da CGU, Jorge Hage, o objetivo é fiscalizar ao mesmo tempo em que a obra está sendo feita.

"A idéia é prevenir qualquer problema. Ao invés de se fazer a auditoria a posteriori (depois), neste caso, pela importância do programa, pelo seu caráter emergencial, vamos fazer a fiscalização paralela. Na próxima semana, nós já deveremos ter os primeiros resultados", afirmou.

De acordo com Jorge Hage, as câmeras de vídeo foram instaladas em veículos e ligadas a computadores portáteis. Cerca de 30 câmeras vão ser distribuídas entre os estados. "A Controladoria já tem os veículos, os laptops (computadores portáteis), o GPS (localizadores por satélite). Adquirimos agora apenas as câmeras de vídeo. O custo não supera R$ 3 mil a R$ 4 mil", contou.

Hage informou que os vídeos vão ficar disponíveis no banco de dados da Controladoria. Depois de concluídas as obras, as estradas serão filmadas mais uma vez, para verificar o que foi feito. "Vai ficar no nosso banco de dados para controle, por exemplo, da durabilidade dos reparos. Sabe-se que uma operação chamada tapa-buraco simples tem prazo de validade de um ano", revelou. Ele acrescentou que trabalhos de maior fôlego, têm garantia de quatro ou cinco anos. As filmagens estarão à disposição do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).

O secretário-executivo enfatizou que não haverá duplicidade de esforços nem de despesas da CGU, que é um órgão de controle interno, e do Tribunal de Contas da União, de controle externo. "Temos mantido reuniões constantes. Nosso papel é diferente, nos cabe surpreender a possibilidade, o risco de uma irregularidade e advertir o gestor do órgão, no caso o DNIT, o Ministério dos Transportes, antes que a irregularidade se consuma", disse.

Na semana passada, foram feitos vários testes em estradas dos estados de Minas Gerais e Mato Grosso e do DF. Segundo Jorge Hage, o método de fiscalização adotado "demonstrou-se 100% eficiente e funcional".