Os dados do varejo em novembro mostram que "na ponta o comércio está caminhando dentro de uma certa estabilidade", avalia Nilo Lopes, técnico da coordenação de comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Lopes, uma aceleração maior das vendas do setor depende de menor limitação do crédito da parte dos tomadores.

O técnico acredita que os consumidores já se endividaram bastante e, agora, precisam quitar as dívidas antes de buscar crédito novamente. "O crédito continua sendo um fator importante para o comércio e uma aceleração vai depender da capacidade de endividamento das famílias", disse. Lopes lembra que a decisão de parte dos consumidores de "limpar o nome" nos últimos meses já levou a uma reação das vendas de móveis e eletrodomésticos, que cresceram 3,56% em novembro ante outubro e garantiram o aumento de 0,26% das vendas do setor nessa base de comparação.

Lopes avalia que o resultado ante mês anterior do comércio em geral mostrou uma melhoria em relação aos dados dos últimos meses, após quedas em agosto e setembro e estabilidade (0,09%) em outubro ante setembro. "Mas o crescimento não é significativo para ser comemorado", disse.