O crescimento das operações de crédito e desembolsos para a indústria permitiu, em parte, maiores investimentos para o setor, avalia a economista Cláudia Dionísio, da Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cláudia destacou a alta de 19% no crédito oferecido no primeiro semestre deste ano, segundo dados do Banco Central, como um dos principais fatores para a alta de 4,4% da indústria de janeiro a julho deste ano.

A economista lembra que os dados do IBGE mostram que a indústria está investindo mais e se reflete na Formação Bruta de Capital Fixo, que apresentou crescimento de 4% no segundo trimestre de 2005, comparado aos primeiros três meses do ano, sendo o sexto resultado positivo consecutivo.

No mesmo período de comparação o crescimento das operações de crédito, em termos nominais, ficou em 19%. "O setor financeiro está desembolsando 19% a mais para a indústria investir, sendo que 14% são para pessoa jurídica", explicou.

No restante, segundo a economista, estão incluídos créditos para pessoas físicas e para entre outros setores, Habitação, Rural, Público e operações de leasing. Cláudia Dionísio explicou que o crédito pessoal também tem ajudado a melhorar o desempenho da Indústria.

"O consumo das famílias registrou crescimento de 3% no segundo trimestre desse ano em relação ao mesmo período do início de 2005. A comparação é com uma base alta, então, é sinal que cresceu em cima de um trimestre que tinha crescido 4,3%", disse.

O PIB teve crescimento de 1,4% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os primeiros três meses de 2005. Em relação ao mesmo período de 2004, o crescimento foi de 3,9%.