A Chevrolet iniciou as vendas do novo Tracker no Brasil. Importado do México, o utilitário esportivo compacto está disponível inicialmente apenas na versão top de linha LTZ, com o preço de R$ 71.990. Com um pacote mais completo de opcionais, o valor sobe para R$ 75.490. Como o primeiro lote a ser distribuído para as concessionárias é pequeno e a procura pelo carro é grande, o consumidor vai pagar valores acima dos anunciados pelo fabricante. Nas lojas pesquisadas em Curitiba, o Tracker é oferecido por R$ 75 mil e R$ 80 mil respectivamente.

Tendo como principais concorrentes o Ford EcoSport e o Renault Duster, o Tracker, apesar do nome conhecido, não traz absolutamente nada do antigo modelo, que na realidade era um Suzuki Gran Vitara com a gravatinha Chevrolet. Projeto global da GM, o Tracker que foi desenvolvido na Coreia utiliza a mesma plataforma do Chevrolet Onix, Sonic, Spin e Cobalt. Visualmente, o Tracker chega a lembrar uma mini Captiva. A frente ostenta faróis com parábola dupla e a grade é dividida em duas seções da atual identidade visual da Chevrolet. A lateral tem para-lamas largos e marcados por vincos pronunciados que chegam à altura das maçanetas das portas traseiras. Já o desenho das lanternas imita o dos faróis, ao mesmo tempo em que também lembram a Captiva. O interior tem bom acabamento, painel digital com iluminação azulada, volante multifuncional e saídas de ar arredondadas. Ao todo há 25 porta-objetos espalhados pelo interior do carro para acomodar objetos pequenos e médios.

O modelo mede 4,25 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,65 m de altura e 2,56 m de entre-eixos. O porta-malas oferece 306 litros, o que pode ser ampliado para 735 litros com os bancos traseiros rebatidos. De série, o veículo traz duplo airbag frontal, freios ABS com EBD, trio elétrico, comandos de som no volante, espelhos retrovisores com ajustes elétricos, câmera de ré com sensor de estacionamento traseiro, direção hidráulica, faróis de neblina, rodas de liga leve de 18 polegadas, ar-condicionado e bancos de couro. Integra ainda o sistema central multimídia MyLink com navegador GPS integrado, tela de LCD sensível ao toque, Bluetooth, entradas auxiliar, USB e leitor de fotos e vídeos. Na configuração LTZ 2, além dos itens acima, são incluídos airbags de cortina e lateral (totalizando seis bolsas), teto solar e interior bicromático. O modelo terá cinco opções de cores: branca, prata, cinza, preta e vermelha.

Para trazer 1.800 unidades por mês do Tracker para o Brasil, a General Motors foi obrigada a reduzir as cotas da Captiva V6 e Sonic sedã, que também são fabricados no México. Como no mês passado, o Ford EcoSport teve 5.537 unidades emplacadas e o Renault Duster registrou 4.842 unidades, o diretor de marketing da General Motors do Brasil, Hermann Mahnke, admitiu que haverá uma enorme demanda reprimida.

Avaliação

O novo Tracker é equipado com motor Ecotec 1.8 capaz de gerar 144 cv de potência (etanol) e 140 cv de potência (gasolina). Já o torque máximo é de 18,9 kgfm (etanol) e 17,8 kgfm (gasolina). A transmissão é automática de seis velocidades e é a mesma utilizada em Cruze, Sonic e outros modelos da marca. No que diz respeito a desempenho, com etanol no tanque, o Tracker leva 11,9 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, chegando aos 189 km/h.

Em uma volta rápida no centro de provas da GM, em Indaiatuba, deu para perceber que o bom torque em baixas rotações torna a direção do Tracker mais confortável e precisa em velocidades reduzidas. Com o giro mais alto, o duplo comando nas válvulas garante a entrega de potência extra para uma tocada mais forte na estrada. Porém, o carro fica devendo os controles de tração e de estabilidade, oferecidos no EcoSport e até no próprio Tracker LTZ vendido no México.

Já no que se refere ao espaço, o Tracker tem entre-eixos mais longo que o EcoSport, o que garante uma boa acomodação para as pernas de todos os ocupantes. No banco traseiro, há um apoio de braço central com porta-copos, que mesmo rebatido, irá incomodar o passageiro d,o meio.

* O jornalista viajou a convite da GM.