Considerado uma das inovações mais importantes em segurança veicular, o cinto de segurança de três pontos foi criado em agosto de 1959 pelo engenheiro sueco Nils Bohlin, da Volvo.

Antes, os cintos de segurança eram fixados apenas em dois pontos e não prendiam a parte acima da cintura do corpo dos ocupantes, o que geralmente resultava em lesões nos casos de colisões em alta velocidade.

Para idealizar, desenvolver e testar um dispositivo com três pontos de fixação, simples, eficiente e de fácil manuseio, que possibilitava proteger os ocupantes do carro pelo tórax e não mais pelo abdome, Bohlin levou exatamente um ano.

No dia 10 de julho de 1962, o engenheiro recebeu a patente nos Estados Unidos pela invenção do cinto de segurança de três pontos.

Em 1985, o Departamento de Patentes da Alemanha classificou o cinto de segurança de três pontos entre as oito invenções mais importantes em um século de existência.

No Brasil, o cinto de segurança com três pontos se tornou obrigatório, nos assentos dianteiros, só em 1997. Antes disso, a partir de 1994, a obrigatoriedade só era dos cintos de duas pontas.

Quando a segunda lei entrou em vigor, houve um corre-corre para a instalação dos equipamentos nos veículos mais antigos. Afinal, antes de 1994 quase ninguém usava o equipamento de segurança.

Recentemente, um deputado teve o seu projeto de Lei rejeitado pela Comissão de Viação e Transportes. Ele pretendia tornar obrigatório o cinto de segurança de no mínimo três pontos, em todos os assentos dos automóveis. De acordo com o autor do projeto, é preciso reforçar a segurança de todos os passageiros dos automóveis.

A resposta argumentou que o legislador deve tomar cuidado para não engessar a indústria automobilística ao incluir na lei itens que em pouco tempo podem tornar-se obsoletos pelo avanço tecnológico. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), 50% dos acidentes de trânsito com mortes acontecem com veículos em velocidade inferior a 65 km/h, e 80% destes se passam em uma distância de cerca de 40 quilômetros das casas dos motoristas.