O Dia Nacional do Fusca, que acaba de ser comemorado em Curitiba numa iniciativa, mais uma vez, do “Rusted Live”, clube local que congrega entusiastas de veículos com motor refrigerado a ar, novamente demonstrou que, em termos de encontro de  carros antigos, no que diz respeito à número de participantes, ninguém bate o fusca.

Desta vez foram contabilizados 719 veículos, número este, aliás, inferior ao do ano passado, quando chegou a quase 1.000. Mas, no tocante ao sucesso, este foi inquestionável.

A comemoração deste ano teve lugar no pátio de estacionamento da Pontifícia Universidade Católica, no bairro Prado Velho, mediante parceria estabelecida com aquele clube.

Que não se pense que um evento dessa natureza serve apenas para o deleite de proprietários de carros antigos, um “jogando confete” no outro e em si próprio, sem maiores objetivos.

Pelo contrário, além de ser uma forma de cultura e de resgate da história do próprio homem, abrange ainda questão social, pois, serve para arrecadar agasalhos, alimentos e outros em favor de entidades filantrópicas.

Isto para não falar na confraternização humana e estabelecimento de novas amizades. Desta vez, por exemplo, foram arrecadados – de acordo com o presidente do “Rusted Live”, Ronaldo Gallo – R$ 3.595,00, importância encaminha da à Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, unindo-se o prazeroso ao beneficente. Formidável!

A multidão de admiradores de carros antigos – fuscas, kombis e outros desde a década de 1950 – pode apreciar, entre outros,  cerca de 150 carros vindos de outras cidades e de outras unidades da Federação, sobretudo de Santa Catarina.

Dois fuscas vieram rodando das cidades gaúchas de Passo Fundo e Nova Petrópolis, esta próxima à divisa do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Outros três carros de integrantes do clube “Sintonia VW” fizeram a maior quilometragem para participar do evento, vindos da cidade de Brasília/DF.

Por outro lado, casal de entusiastas do fusca voou de Recife a Curitiba para “ver de perto” a Comemoração do Dia Nacional do Fusca aqui, que é a mais representativa do Brasil.

Constata-se que, preservar carros antigos e expo-los em eventos específicos é ótimo meio de alargar horizontes no que tange ao relacionamento humano. Daí batermos periodicamente na tecla de que, trata-se de movimento sadio que agrada a pessoas de 8 a 80 anos, é de interesse do município uma vez que reúne turistas e movimenta recursos, devendo, portanto, ser alvo das atenções das autoridades do poder executivo municipal, principalmente da área de turismo e lazer, o que lamentavelmente não ocorre.

Não é apenas uma reunião de “pessoas que não têm mais o que fazer”, muito pelo contrário. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, o antigomobilismo movimenta bilhões de dólares anualmente no comércio de veículos, peças, “souvenirs”, etc…

Finalizando, Ronaldo Gallo adianta que procurar-se-à manter a parceria com a Pontifícia Universidade Católica, visando a comemoração de 2012. Torceremos para que isto!