“Uma demonstração de confiança da Fiat no Brasil e de sua vocação para a produção de veículos com os melhores padrões de tecnologia, qualidade e segurança”. Assim o diretor superintendente da Fiat Automóveis, Alberto Ghiglieno, qualificou a apresentação da primeira fase do Pólo de Desenvolvimento, que absorverá investimentos de R$ 400 milhões até 2005.

O pólo é composto por seis áreas de engenharia e capacitará a Fiat Automóveis a deter toda a tecnologia de projetar um automóvel, do “design” até a construção dos protótipos. Para tanto, as áreas foram dotadas de laboratórios com recursos de última geração, capazes de simulações e testes dinâmicos em escala real.

Alberto Ghiglieno destaca ainda que o pólo permitirá o desenvolvimento de “know how” em patamar comparável com o que há de mais avançado no mundo. “Essa capacitação representa um ganho competitivo para a Fiat e será utilizada também pela rede de fornecedores da Fiat para a realização de testes em seus componentes, além de aumentar as sinergias com a matriz, na Itália”, completa o diretor de Engenharia, Appio Aguiari.

A mais nova área da fábrica de Betim receberá o nome de Giovanni Agnelli, em homenagem ao grande responsável pela presença da Fiat no Brasil, que faleceu em fevereiro deste ano. Agnelli esteve presente desde as primeiras negociações para a instalação da Fiat em Betim, no início dos anos 70. Para representar a família Agnelli, esteve presente à inauguração Cristiano Rattazzi, presidente da Fiat Argentina e sobrinho do “Avvocato”.

A inauguração da primeira fase do pólo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli é um importante passo para a Fiat Automóveis tornar-se uma das principais referências em engenharia automotiva.

O pólo é um completo centro de desenvolvimento de veículos. Os laboratórios de acústica, vibrações e compatibilidade eletromagnética, por exemplo, são provas dessa união de infra-estrutura e inovação tecnológica. Só no laboratório de análise eletromagnética foram investidos cerca de R$ 4,5 milhões. A decisão da Fiat Automóveis em investir pesado em engenharia surgiu diante da necessidade de a fábrica brasileira conseguir respostas e avançar tecnologicamente. “Precisávamos ter no Brasil um pólo com respostas rápidas”, afirmou Aguiari.