Carro anda bem com álcool ou gasolina.

O Gol 1.6 Total Flex, primeiro modelo nacional a utilizar a tecnologia que possibilita “rodar” tanto com gasolina quanto álcool, puros ou misturados em qualquer proporção, foi lançado no dia 24 de março deste ano, mesmo dia em que a Volkswagen comemorou seus 50 anos de Brasil.

Toda essa tecnologia está à disposição do consumidor nas revendas Volkswagen da Grande Curitiba (Servopa, Corujão, Copava, Luson).

Para comprovar as vantagens oferecidas pela Volks, o Jornal do Automóvel avaliou o Gol Total Flex num percurso de cerca de 160 quilômetros entre Curitiba e Caiobá (litoral paranaense) e vice-versa. Para chegar ao litoral utilizamos a pista asfaltada da rodovia 277 e, na volta, usamos a pista mista (paralelepípedo e asfalto) da Estrada da Graciosa.

Durante a ida, o carro usou somente álcool. Já no retorno, aproveitamos para completar o tanque com cerca de 20 litros de gasolina comum. Apenas com álcool, o motor do Gol Total Flex mostrou o rendimento previsto. Com pouco mais de 30% de gasolina no tanque, o carro reagiu como se nada tivesse acontecido.

O propulsor demonstrou o mesmo vigor de antes. Na subida da Graciosa, apesar das excessivas acelerações e desacelerações, em comparação à ida, nada de anormal foi percebido em termos de desempenho. E no uso urbano do dia-a-dia, o comportamento do Gol 1.6 Total Flex foi normal, sem apresentar nada que comprometesse sua performance.

Segundo dados da montadora, o Gol Total Flex, usando maior proporção de gasolina, possui uma potência de 97 cavalos a 5.750 rpm e torque de 14 kgfm a 3.000 rpm, enquanto que com maior quantidade de álcool, gera 99 cv a 5.750 rpm e torque de 14,3 kgfm a 3.000 rpm. Para o consumo, a Volkswagen informa que o carro faz 11,4 quilômetros por litro na cidade e 16,8 km/l na estrada (gasolina) e percorre 8 km/l na cidade e 11,6 km/l na estrada (álcool).

Em termos de aceleração, o Gol atinge 100 km/h em 11,5 segundos (gasolina) e 11,2s (álcool). A velocidade máxima fica em 183 e 184 km/h usando gasolina e álcool, respectivamente.

Quanto ao acabamento interno do Total Flex para as outras versões do Gol, não há grandes mudanças. O painel e o volante têm o mesmo revestimento de plástico preto das outras versões. A instrumentação tem fundo branco e o hodômetro total e parcial é digital. A alavanca do câmbio, do tipo pequena e baixa, permite trocas de marchas precisas. A direção hidráulica, de série, é uma comodidade na hora de estacionar.

A tecnologia híbrida do Gol Total Flex é resultado do sistema de gerenciamento de injeção de combustível SFS (Software Flexfuel Sensor), da Magneti Marelli, que identifica o combustível usado com base na octanagem e estequiometria (taxa de compressão do motor). Outros componentes do veículo sofreram modificações ou foram substituídos para que tivessem um funcionamento melhor e não houvesse desgaste prematuro, em função do álcool, por ser mais corrosivo que a gasolina.

Pelo sistema de compra direta da montadora, o carro custa a partir de R$ 27.157 (básico) e R$ 35.438, se vier com ar-condicionado, pintura metálica, alarme “keyless”, toca-CDs e rodas de liga leve. Segundo a VW, por semana, são feitos cerca de 400 pedidos, o que já representa mais de 10% das vendas totais do modelo.

Álcool ou gasolina?

Para saber qual combustível escolher na hora de abastecer o carro num posto, já que o álcool é mais barato, porém o seu consumo é cerca de 30% mais elevado que o da gasolina, o ideal é que o preço do álcool não custe mais de 70% do preço da gasolina.

Mas para não ficar fazendo contas de percentagem no momento de abastecer, pois os valores variam muito de posto para posto, uma solução simples é multiplicar o preço da gasolina por 0,7. Se o resultado da operação for maior que o preço do litro de álcool na bomba, é mais vantajoso encher o tanque com álcool. (ACB)