Semana passada tivemos a oportunidade de avaliar um JAC J3 durante viagem entre Indaiatuba, no interior de São Paulo até Curitiba (PR), numa distância aproximada de 490 quilômetros. E o JAC J3 Hatch não fez feio, comportando-se muito bem.

Seu “design” criado pelo estúdio italiano Pininfarina, chama a atenção pelas linhas bem fluidas e arredondadas, dando modernidade ao carro. A silhueta é mais alongada que o padrão dos “hatches”, mas o carro, na verdade, é curto: mede 3,96 metros. Internamente o J3 (“djéc” 3, como quer o presidente da JAC Motors, Sérgio Habib), transporta até quatro pessoas confortavelmente.

Os comandos estão bem localizados. E o banco do motorista é bastante confortável e a posição de dirigir é fácil de ser encontrada.

Mas o volante é muito grande e fino, o que destoa do resto e chega a ser incômodo para dirigir.

No painel, o tom quase arroxeado, excessivo não agrada, e só agrava a confusão causada pelos marcadores concêntricos de rotações e velocidade.

De fato, o modelo avaliado pelo Jornal do Automóvel, tinha muitos itens interessantes que, de um modo geral, só se obtém em carro vendido no Brasil quando se paga à parte, ou então em faixas de preço superiores, (perto ou acima de R$ 45 mil).

Freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição de força), “airbags” frontais, sensor de ré e faróis de neblina são exemplos de itens de segurança.

Ar-condicionado e regulagem elétrica dos retrovisores, de conforto; e rodas de liga-leve, de estilo.

Além disso, a JAC oferece 6 anos de garantia aos clientes que forem à rede de concessionárias fazer revisão periódica a cada 5 mil km rodados.

Quanto ao motor 1.4 16V, que desenvolve 108 cv de potência e 14,1 kgfm de torque, o desempenho é bom, mas não surpreende.

Acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e chega à velocidade máxima de 186 km/h, de acordo com a fabricante.

É ágil na cidade e a suspensão vence as esburacadas ruas brasileiras sem dificuldades.

A direção é leve em baixas velocidades, o que auxilia nas manobras. Andando mais rápido (dentro das normas de trânsito) ela endurece.

Na estrada o JAC J3 se comportou bem. Permitiu ultrapassagens seguras e em trechos de serra (mesmo exigindo trocas freqüentes de marchas), entrou e saiu bem das curvas.

Embora tenha uma estrela de cinco pontas no seu centro da grade do radiador (logotipo da JAC), é bom lembrar de que carro não é um M-Benz. Uma das apostas da JAC é o preço sugerido de R$ 37.900 (hatch), pois o comprador de um J3 leva para casa um carro completo, que não precisa de mais nada.