Disposta a recuperar o mercado perdido com a terceira geração do utilitário-esportivo Grand Cherokee, a Jeep apresentou no Salão de Nova York (EUA), que terminou dia 18 último, sua linha 2005. Até que as mudanças estéticas não foram radicais, mas o conjunto mecânico e a estrutura receberam várias novidades para enfrentar a concorrência.

Faróis circulares em harmonia com o novo capô (mais longo), fazem parte do novo visual. A tradicional grade de sete vãos continua com acabamento cromado. O pára-brisa mais inclinado e a coluna dianteira reestilizada dão um aspecto mais dinâmico ao carro. Na traseira, as lanternas também são novas e transparentes. Para facilitar as operações de carga e descarga de pequenos objetos o vidro traseiro é basculante, podendo ser aberto separadamente da tampa. Novos conjuntos de rodas de aro 17 também fazem parte do novo visual.

Internamente, os bancos de couro ficaram mais largos e ganharam pintura de dois tons. A instrumentação reformulada incorpora novos grafismos e ponteiros. Entre os equipamentos disponíveis destacam-se o sistema de navegação por satélite (GPS), DVD para quem vai sentado no banco de trás e sistema auxiliar para manobras de estacionamento. O som é de primeira (Boston Acostics) e há telefonia do tipo viva-voz, para ajudar que não se desvie a atenção do trânsito. O seu espaço interno é generoso, mas bem que poderia incluir sete assentos, como os existentes nos seus concorrentes Volvo XC90 e novo Land Rover Discovery, por exemplo.

Nas mudanças adotadas no Grand Cherokee 2005, os destaques ficam por conta dos dispositivos eletrônicos sofisticados e da nova estrutura que baniu de vez o eixo traseiro rígido, item que prejudicava o comportamento do carro, principalmente em curvas e pisos irregulares. A nova suspensão traseira é multibraço independente, assim como a dianteira, cujo curso está 13% mais longo. Para completar há controles eletrônicos de estabilidade (ESP) e de rolagem da carroceria nas curvas (DHS). Todos os modelos vêm com câmbio automático seqüencial de cinco marchas.

A versão topo de linha é equipada com motor V8 HEMI 5.7 de 350 cavalos e 51,2 kgfm de torque a 3.500 rpm. Trata-se do primeiro propulsor do segmento a ter sistema que desliga metade dos cilindros no plano e nas acelerações fracas, para aumentar a economia de combustível em até 20%, dependendo das condições de tráfego, segundo o fabricante. Outra novidade é o acelerador eletrônico (ETC). No lugar do 4.0 de seis cilindros em linha a Jeep adotou o V6 3.7 do Cherokee (Liberty nos EUA), capaz de gerar 210 cv e 32,5 kgfm de torque a 4.000 rpm. A terceira opção é o motor V8 4.7 de 230 cv e 40,1 kgfm. Para proteção da caixa de marchas e do tanque de combustível foram instaladas chapas de aço.