Versão especial do compacto Ka, o Tecno é uma novidade em termos de veículos de entrada.

E se destaca por ser equipado com o sistema My Connection, equipamento de som que concentra recursos modernos de conectividade, permitindo conexão a celular, iPod e pen drive.

Desenvolvido em parceria com a Visteon, o sistema equipa os veículos da marca desde agosto passado.

A compatibilidade com celulares de tecnologia Bluetooth permite conectar e receber ligações e ouvir as músicas armazenadas no aparelho, tudo por meio de conexão sem fio.

É possível acessar todos os recursos pelos controles do rádio, além de porta USB para tocadores de MP3 e pen drives e também de uma entrada auxiliar, com pino tipo jack, para outros aparelhos de som portáteis. O equipamento de som, inclui toca-CDs que aceita formatos CDDA/ MP3/ WMA, além de rádio AM/FM com RDS.

O rádio traz ainda saída de áudio com conector RCA para facilitar a instalação de amplificadores externos.

Para inibir roubo e furto, o sistema traz código eletrônico. Pensando na segurança, os cabos são dispostos dentro do porta-luvas – são dois, um com terminal de entrada USB 2.0 e outro com conector de 30 pinos para o iPod.

Além do My Connection, o Ka Tecno vem com calotas especiais, painel com novo grafismo, alto-falantes, emblema Tecno nas portas e rodas aro 14. O valor do My Connection é de R$ 1.500 na versão 1.0 e de R$ 1.400 na 1.6. Diluído num financiamento de 60 meses, o equipamento sai por R$ 32 por mês.

O Ka Tecno tem um ar simpático, provocado pela leveza de suas linhas. Seu design é moderno e transmite uma sensação de dinamismo e jovialidade.

Pequeno por fora, o novo Ka proporciona bom nível de conforto para seus ocupantes. Ele privilegia quem anda na frente.

Afinal, sua proposta é de um carro pessoal para transporte urbano, pois a maioria das pessoas costuma trafegar sozinha ou, no máximo, com um acompanhante. Seu interior está longe do luxo e com bom acabamento, mas não chega a ser espartano.

Seu porta-malas é pequeno. E o painel de instrumentos é simples, mas tem visual agradável e o volante tem bom tamanho. O carro que avaliamos tinha motor 1.0 e a outra opção é 1,6 litro.

A potência, 70 cv, não é das maiores, mas, fazendo algum exercício com o câmbio, atende às necessidade para usar na cidade. Para manter a agilidade é preciso andar sempre acima das 2.500 rotações por minuto.

Em um ou dois dias, a gente se acostuma e acaba ficando confortável. A suspensão é boa nas curvas e, nas ruas de Curitiba, absorveu a trepidação de forma eficiente.

O carro é gostoso de guiar, e mesmo sem ser um esportivo, “veste” bem o condutor. Por isso faz sucesso e é uma boa opção de carro urbano. (BN)

Ficha técnica

Motor: RoCam 1.6 L Flex
Combustível: Álcool/Gasolina
Aceleração: 0 a 100 km/h (s): 12,4/11,5
Vel. máxima: 174/178 km/h
Direção: Tipo pinhão e cremalheira, manual ou com assistência hidráulica de série no 1.6 L.
Suspensão
Dianteira: Independente, tipo McPherson, com braços inferiores, amortecedores pressurizados com batente de suspensão em poliuretano e molas helicoidais
Traseira: Semi-independente, com eixo auto-estabilizante Twist Beam, amortecedores pressurizados com batente de suspensão em poliuretano e molas helicoidais
Freios: Hidráulico, a disco na dianteira e a tambor auto-ajustável na traseira. Disco sólido (1.0 L) ou ventilado (1.6 L) de 239 mm de diâmetro com pinça flutuante. Tambor de 180 mm de diâmetro com sapatas autocentrantes e regulagem automática.
Desempenho: Potência (cv/rpm): 102 (a 5.500) 110 (a 5.500) Torque (nm/rpm): 147,5 (a 2.500) 155 (a 4.250) Transmissão: IB5, manual Número de marchas: 5 à frente e 1 ré
Capa,cidades: Peso em ordem de marcha (kg): 905 (1.0 L)/ 942 (1.6 L) Capacidade de carga (kg): 467 (1.0 L)/ 455 (1.6 L) Volume do porta-malas – VDA (L): 263 Tanque de combustível (L): 45