Um motor “torcudo” de dois cilindros em “V”, estilo clássico, assento confortável e boa posição de pilotagem, sem abrir mão dos cromados?

Assim é a Kawasaki Vulcan 900 Classic, representante de motocicletas feitas para encarar centenas de quilômetros de estradas.

Totalmente ambientada às normas e ao combustível brasileiro, a Vulcan 900 chegou oficialmente ao País há um ano e custa R$ 35.550. A Kawasaki Vulcan 900 tem tudo para agradar aos que gostam de “custom” clássicas de visual retrô.

Muitos cromados, rodas raiadas, painel de instrumentos posicionado sob o tanque de combustível em forma de gota e pedaleiras plataforma. Para completar, pintura monocromática e um discreto logo aplicado na lateral do tanque.

Pilotos com menos de 1,70 m (ou com braços curtos) sofrem um pouco nas manobras em baixas velocidades, uma vez que o guidão é bastante aberto. As pedaleiras do tipo plataforma oferecem bom apoio para o piloto, porém raspam no asfalto em curvas mais fechadas. Vale ressaltar que isso não é “defeito”, mas uma característica dos modelos “custom”, em função de sua baixa distância livre do solo.

Longa e baixa, a Vulcan 900 oferece assento confortável e com altura de 680 mm do solo (os baixinhos gostam). Mas o garupa sofre um pouco a bordo da Vulcan 900. O banco é pequeno, não há alças, muito menos encosto (“sissy-bar”). Outra característica das “custom” é a possibilidade de “customizar” a moto para seu uso.

Todos os componentes -motorização e ciclística- estão “amarrados” ao quadro de dupla trave tubular em aço. Já o painel de instrumentos, de fácil visualização, traz informações como hodômetro, velocímetro, marcador de combustível e luzes-espia.

Como na maioria das motos “custom”, o conjunto de suspensão e freios da Vulcan 900 utiliza receitas tradicionais.

Macias, as suspensões usam, na dianteira, garfo telescópico com tubos 41 mm de diâmetro e 150 mm de curso.

E na traseira, sistema de monoamortecimento com regulagem na pré-carga da mola em sete posições e 100 mm de curso.

Detalhe: o amortecedor fica oculto sob o assento, como numa autêntica “rabo duro”. O sistema de freios tem disco simples em ambas as rodas. Ambos são “mordidos” por pinças de pistão duplo. Assim, os freios estão de acordo com a proposta estradeira e suficientes para parar os 254 quilos desta clássica “custom”, que é equipada com potente motor V2 de 903 cm³ de capacidade, com exatos 50 cv de potência máxima a 5.700 rpm.

E com 8,0 kgfm de torque máximo disponível a 3.700 rpm, a Vulcan muita força nas arrancadas, retomadas e em baixas e médias rotações. Isso transmite ao piloto muita segurança, principalmente no caso de uma ultrapassagem. A Kawasaki Vulcan 900 é uma boa “estradeira”.