Lançamento mais aguardado deste início de ano, a Fiat Toro começa a ser vendida nesta semana. Preços partem de R$ 76.500 para a versão Freedom 1.8 flex com câmbio automático de seis marchas e R$ 116.500 para a topo de linha Volcano 2.0 diesel, com tração 4ž4 e câmbio automático de nove marchas.

Fabricada em Goiana (PE) a Fiat Toro tem parte de sua plataforma compartilhada com o Jeep Renegade (aproximadamente 60% das peças são comuns aos dois). Mas a picape não usa sistema McPherson na suspensão traseira, mas sim a independente do tipo multilink e a tração 4×4 não está em todas as versões diesel.

A ideia é combinar a capacidade de carga (chega a 1000kg) com o conforto de rodagem. Nas palavras da Fiat, a Toro é uma Sport Utility Pick-ups (SUP), uma picape com o conforto e dirigibilidade de um SUV.

É uma proposta semelhante à da Renault Oroch, de ser um meio termo entre as picapes compactas e as médias. Porém, a Toro é um pouco maior: são 4,91 m de comprimento, 2,99 m de entre-eixos, 1,84 m de largura e 1,74 m de altura. A caçamba tem capacidade de 820L, não é tão grande quanto a de uma picape média mas é vantagem frente aos 580L de uma Strada Cabine Dupla. O mais legal é a forma como se acessa o compartimento: a tampa é bipartida, abrindo-se para os lados como mostra o flagra. Opcionalmente, será oferecido um prolongador de caçamba integrado a estas tampas.

O interior deixa claro o vínculo com o Renegade, embora poucos elementos tenham sido aproveitados (como é o caso do quadro de instrumentos e dos comandos do ar-condicionado). O acabamento também é bom e nota-se preocupação com as cores usadas.

A mecânica terá pequenas diferenças para poder trabalhar com o peso extra, mas boa partes das versões usará o motor 2.0 Multijet turbodiesel de 170cv e 35,7 kgfm de torque. Mas terá oferta de câmbio manual de seis marchas com ou sem tração 4ž4. Já com o câmbio automático de nove marchas é obrigatória a tração 4×4.

Já o motor 1.8 E.TorQ flex teve admissão (há coletor variável) e calibração retrabalhados para render agora 139 cv e 19,3 kgfm (contra 132 cv e 19,1 mkgf) e é sempre combinado ao câmbio automático de seis marchas. A tração é dianteira.

Com este motor, de acordo com o Inmetro, o consumo fica em 5,8 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada quando com etanol. Já com gasolina, faz 8,3 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada. Isso lhe dá classificação “A” em eficiência energética.

Versões

Na versão Freedom, há com controle de tração, estabilidade, som bluetooth, direção elétrica, ar-condicionado manual, vidros elétricos nas quatro portas, travas elétricas e alarme. É a única com motor 1.8, além de outras duas diesel com tração 4×2 ou 4×4, mas sempre com câmbio manual de seis velocidades.

Para a flex haverá a série especial Opening Edition. De série, tem teto solar sky wind, faróis com LED, porta objeto abaixo do assento do passageiro, apoio de braço no banco traseiro roda de liga leve aro 16, ar-condicionado digital dual zone, central multimídia com navegador e câmera de ré, e retrovisor eletrocrômico.

Já a opção topo de linha Volcano vem com todas os opcionais da Freedom e ainda acrescenta rodas de liga leve de 17”, bancos revestidos em couro, banco com ajuste elétrico, sensor de pressão dos pneus, sensores de chuva, crepuscular, eletrocrômico, espelho retrovisor rebatível, Hill Holder, sistema keyless e airbags, laterais, cortina e joelho. Tem sempre motor 2.0 diesel com câmbio automático de nove marchas e tração 4×4, e preço de R$ 116.500.