Cresce a venda de motocicletas
em todo o País.

De acordo com pesquisa da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas), a maioria dos compradores de motociclos está trocando o transporte coletivo pelo individual.

Esta é a principal conclusão do levantamento, realizado no ato da compra da motocicleta com cerca de 400 mil brasileiros. Cinqüenta e sete por cento deles estão adquirindo o veículo para substituir o ônibus ou o metrô. Um total de 27% faz a compra para substituir um carro ou uma outra moto como meio de transporte.

A finalidade do uso e a forma do pagamento da moto nova comprovam ainda mais este perfil. De acordo com os dados desta pesquisa, 75% dos compradores de motos novas utilizam-nas como meio de transporte para o trabalho. Ou seja, vão de moto quando poderiam ir de ônibus (ou de metrô).

Mais da metade (58%) dos compradores adquire o bem por meio de consórcios e 20%, por meio de financiamentos, pagando pouco por mês. Segundo Franklin de Mello Neto, gerente executivo da Abraciclo, a mensalidade de um consórcio de moto de baixa cilindrada custa entre R$ 65,00 e R$ 80,00 por mês e o gasto com combustível é muito pequeno. O valor que o comprador gastaria por mês com o transporte coletivo acaba sendo o mesmo gasto com a moto. Por isso, ele faz essa troca.

O comprador de motos hoje no Brasil pertence às classes C e D e tem renda mensal entre 1,5 e 3 salários mínimos. Mello Neto destaca que o trânsito e a falta de transporte coletivo eficiente nas grandes capitais do Sudeste e do Nordeste – principais mercados compradores -também contribuem para a troca do coletivo pelo individual. “Mas nem sempre isso acontece.

A motocicleta se tornou um meio de transporte muito popular no interior do Nordeste. Lá nunca teve transporte coletivo eficiente e a moto está substituindo o jegue”, disse Mello Neto. Hoje o Nordeste é responsável por 28% de todo o mercado nacional, enquanto que em 1993 a participação era de 18,7%. A Yamaha, por exemplo, vende metade de suas motos nesta região.

Finalmente, a pesquisa da Abraciclo mostrou ainda que 83% dos compradores são homens, 68% têm entre 21 e 35 anos, 51% são casados, 44% são solteiros, 90% adquirem a moto para uso próprio e 89% utilizam o veículo na cidade.