Esta semana no Salão de Genebra, na Suíça, a fabricante italiana de superesportivos Pagani Automobili apresentará o Zonda R, desenvolvido para provas em circuitos fechados. O novo modelo é baseado no Zonda F, mas aproveitou apenas 10% dos componentes de seu predecessor, além de ter carroceria 40 centímetros mais longa. A alteração no comprimento também forçou mudanças na distância entre-eixos, agora 47 milímetros mais comprida, e o aumento da bitola em 50 mm.

O Zonda R terá como principal concorrente a Ferrari FXX, e para enfrentar em pé de igualdade a versão de pista da Enzo, ele é equipado com motor de 750 cavalos de potência, fabricado pela divisão AMG, da Mercedes Benz, e transmissão manual de seis velocidades. Detalhes sobre o desempenho, como velocidade máxima e aceleração, ainda não foram divulgados pela montadora italiana, mas certamente ele deve proporcionar performance impressionante, se levados em conta os números dos modelos anteriores da marca.

Ao modelo a Pagani Automobili incorporou ainda, difusores de ar reguláveis, que se adaptam conforme a velocidade, ângulo de curva e correntes de ar, propiciando mínima resistência aerodinâmica. Todo o sistema é monitorado por sensores, cujos dados são acessados pelo motorista no "cockpit", e pode também ser ajustado manualmente, melhorando o desempenho.

Seu interior foi desenvolvido para transportar dois ocupantes, que se acomodam em assentos especialmente desenvolvidos para aliviar os efeitos da força-G, imposta quando o carro está em altíssimas velocidades. O painel de instrumentos exibe informações essenciais por meio de um sofisticado sistema de telemetria que monitora vários componentes do Zonda R.

De acordo com a Pagani Automobili, o projeto do novo modelo foi sugerido por cliente e dono de três exemplares da marca. O preço do Zonda R é estimado em US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 3,3 milhões). A Zonda foi fundada em 1992 pelo argentino Horacio Pagani, que desde a adolescência vive na Itália.