Para oferecer ao consumidor novas tecnologias, o Polo foi o modelo escolhido pela Volkswagen.

Lançou o ecológico Polo Bluemotion em janeiro, o Polo E-Flex (sem o tanquinho de gasolina) em março e recentemente o Polo I-Motion, equipado com transmissão ASG (Automated Sequential Gearbox), onde o motorista pode optar pelo câmbio automatizado ou mecânico a qualquer instante. Criada pela Magneti Marelli e calibrada pela Volks, a transmissão ASG, é a caixa de câmbio MQ200, com cinco marchas, que teve o comando manual substituído por um conjunto de atuadores eletroidráulicos, comandados por uma central eletrônica.

O sistema permite que o motorista troque as marchas seqüencialmente, sem necessidade de acionar a embreagem, por intermédio da alavanca de câmbio localizada no console ou utilizando as borboletas (“shift paddles”), atrás do volante. O ASG também pode ser usado de modo automático, ou seja, só no D (“drive”).

O motor escolhido para estrear a transmissão ASG foi o 1.6 litro Flex que desenvolve 101 cv de potência máxima a 5.250 rpm com gasolina e 104 cv a 5.250 rpm com álcool.

O torque máximo é de 15,4 mkgf a 2.500 rpm com gasolina e 15,6 mkgf a 2.500 rpm com álcool.

De acordo com dados da Volkswagen, a versão “hatch” à álcool acelera de 0 a 100 km/h em 11,3 segundos e atinge a velocidade final de 189 km/h. Mas ao dirigir se percebe que o trabalho da engenharia foi bem acertado e valeu a pena.

Avaliamos o Polo I-Motion num percurso de 80 km entre os municípios de Atibaia e Amparo, no interior de São Paulo, em estrada de alta velocidade, trechos de serra e perímetros urbanos de baixa velocidade. Na cidade, com o acelerador levemente acionado, as trocas se dão em torno de 2.000 giros e de modo suave. Perceptível, mas suave.

Na estrada, o carro acelera rápido, graças às engrenagens reduzidas e mantém a velocidade de 110 km/h a pouco mais de 3.000 giros.

De acordo com a VW, apesar da troca das engrenagens e do peso extra, a aceleração de 0 a 100 km/h em 11,3 s do Polo I-Motion é apenas 0,1 s mais lenta que a do carro com câmbio manual.

Em trecho de serra com aclives e declives, curvas fechadas, reduções e ultrapassagens, foi onde o câmbio ASG foi mais exigido.

E a caixa automatizada da VW atendeu rapidamente aos comandos no modo manual e no modo “drive”.

Com o botão Sport acionado, as reduções se davam mais cedo, enquanto as trocas para marchas superiores se davam próximas ao limite de giro do motor, cerca de 6.500 rpm.

O ASG só não responde aos comandos no modo manual quando identifica que o giro está muito baixo para se avançar a marcha maior ou muito alto para se reduzir. O câmbio automatizado, pelo conforto que oferece, vem agradando aos consumidores. (BN)

Ficha técnica

Motor: Dianteiro, transversal, VHT, 4 cilindros, 8V, com injeção eletrônica multiponto, bicombustível 1.598 cm³ (cilindradas)
Potência: 101 cv (G) e 104 cv (A) a 5.250 rpm
Torque: 15,4 kgfm (G) e 15,6 kgfm (A) a 2.500 rpm
Câmbio: ASG, automatizado, de cinco marchas e acionamento eletro-hidráulico
Compr.: 3.91 m
Largura: 1.65 m
Altura: 1.50 m
Eixos: 2.46 m
P.-malas: 250 litros
Susp.: Independente, tipo McPherson, com braços triangulares transversais, molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora, na dianteira; independente, com braços longitudinais, molas helicoidais e amortecedores pressurizados, na traseira
Freios: A disco ventilado, na dianteira, e a tambor, na traseira, com ABS
Tanque: 50 litros
Preço: R$ 50.465,00