Começam nesta quinta-feira as atividades oficiais da etapa brasileira do Intercontinental Rally Challenge, o IRC, que será disputada até sábado, em Curitiba (PR).

Depois do primeiro rali do ano, realizado nas proximidades de Monte Carlo, em Mônaco, no asfalto e por vezes com piso coberto de neve, a categoria vem para o clima tropical, com temperaturas elevadas e chão de terra e cascalho.

A festa do esporte a motor ajuda a comemorar a marca de 30 edições do Rally da Graciosa, que deu origem ao Rally Internacional de Curitiba. Neste ano, o trajeto conta com quinze especiais que totalizam 217 km . A expectativa é novamente de trechos bastante variados, mas que agradam os pilotos principalmente pelos pontos de alta velocidade.

No total, considerando aí a distância percorrida em deslocamento, os carros do rali vão andar quase 500 km no Brasil. A abertura oficial aconteceu ontem, com largada promocional na Boca Maldita, no centro de Curitiba, seguida pelo Prólogo, que definirá a ordem de partida dos carros no dia de hoje.

Na sexta-feira (5/2) e sábado (6/2) a disputa é para valer e termina com o chamado Super Prime, última especial do rali, realizada numa arena especialmente construída para que o público fique mais próximo dos carros, pertinho do Autódromo Internacional de Curitiba.

A disputa promete ser intensa. Atuais campeões, o piloto britânico Kris Meeke e seu navegador, Paul Nagle, fizeram os teste de preparação para a etapa de Curitiba na França.

Outro que treinou por lá foi o português Bruno Magalhães, que vai correr no Brasil pela primeira vez. Vice-campeão, o tcheco Jan Kopecky fez sua preparação na Sardenha, onde o solo e a temperatura são razoavelmente semelhantes ao que o piloto vai encontrar no Brasil.

Seu companheiro de equipe, Juho Hanninen, que ficou em segundo lugar em Monte Carlo , fez sua preparação baseado em duas fitas da edição passada enviadas pelos organizadores.

O piloto Guy Wilks também se diz pronto para os desafios de Curitiba. O britânico também fez os preparativos finais para a segunda etapa do campeonato na Sardenha e andou cerca de 180 km .

Entre os brasileiros, Daniel Oliveira é o que tem melhores condições de lutar pelas primeiras posições. Após sua estreia no IRC, em Monte Carlo , ele vai correr em casa, mas tem a desvantagem de nunca ter disputado o Rally Internacional de Curitiba.

Rafael Tulio, melhor brasileiro no ano passado, com a nona colocação na classificação geral, corre por fora. Os experientes Oswaldo Scheer e Paulo Nobre também estão na disputa e engrossam a lista dos representantes do País na disputa por uma vaga entre os primeiros. O Rally Internacional de Curitiba tem o patrocínio da Peugeot do Brasil, apoio da Oi e Yokohama, numa promoção da Marcola Eventos Esportivos.