Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a venda de veículos automotores subiu 9,6% em janeiro, como apontam dados ainda preliminares divulgados pela Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea). A organização prevê que o País feche o ano com vendas entre 4% e 5% maiores que em 2011. Em relação às vendas de dezembro, houve queda de 23% no volume de vendas. A queda foi maior na venda de importados, de 27,9%, enquanto nos veículos nacionais o recuo foi de 21,2%. De acordo com presidente da Anfavea, Cleodorvino Belini, a queda é normal, “porque existe um pico de vendas em dezembro”, disse.

A produção de veículos no País caiu 19,2% em janeiro, em relação a dezembro. Na comparação com janeiro de 2011, o balanço foi 11,4% menor. A produção total de veículos foi de 221,8 mil unidades, enquanto em dezembro havia sido de 262 mil. Sobre a queda na produção, Belini comentou que foi uma “questão de ajuste de nível de estoque e das férias coletivas do mês de janeiro”.

Mas as exportações também registraram queda com relação a dezembro, de 8,8%. O país exportou US$ 1,16 bilhão, enquanto em dezembro registrou US$ 1,28 bilhão em vendas. No que diz respeito à comparação com janeiro de 2011, o valor faturado foi 22,9% superior. A participação de veículos importados subiu com relação a janeiro de 2011. Carros importados representaram 25,3% no total de veículos vendidos em janeiro. No mesmo mês do ano passado, o dado indicava 23,5%, enquanto em janeiro de 2010 era de 20,1%. Mas a importação mostrou um recuo em relação a dezembro, quando atingiu um pico de 27%.

México

O presidente da Anfevea também comentou a renegociação do acordo de livre comércio de automóveis com o México, assunto que repercutiu no setor na semana passada. Belini reiterou a posição de que o acordo é bom para o país e deve ser mantido. “O que precisa acontecer é sua ampliação, para que sejam incluídos nele outros setores da economia nos quais o Brasil seja mais competitivo”, disse. Para Belini, não haverá alteração no fluxo de comércio com o México durante esse período de incerteza que envolve a renegociação do acordo. Ele acredita que seja natural os ajustes em acordos de longo prazo. “Hoje, nossa balança comercial com o México é desfavorável, mas já foi favorável em outros períodos desde que o acordo foi firmado, em 2000”, afirmou. “Acredito que ela possa voltar a ser favorável ao Brasil, numa variação natural dos acordos mais longos” concluiu.