Nesta quinta-feira, a greve dos bancários conclui seu nono dia, com 24 capitais paradas e a adesão de 105 sindicatos do interior. Nesta sexta-feira, a categoria tem reunião marcada com o Ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, em Brasília, para denunciar o desrespeito dos banqueiros ao direito de greve dos trabalhadores. De acordo com a Confederação Nacional dos Bancários ? CNB, em diversas cidades os bancos vêm se utilizando medidas judiciais e utilizando força policial contra os trabalhadores.

Neste momento, os bancários realizam assembléias em todo o país para decidir sobre os rumos do movimento. Em São Paulo, a greve continua amanhã. Segundo balanço do Sindicato dos Bancários, hoje houve paralisação em 329 agências da Capital, Osasco e Região, com grandes concentrações no Itaú e no Sudameris.

A audiência de amanhã com o ministro do Trabalho foi solicitada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e terá a participação, do presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, além dos presidentes dos sindicatos de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino e de Brasília, Jacy Afonso de Mello. Nesta quarta-feira, o presidente da CNB reuniu-se com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, também para denunciar a postura dos bancos.

O ministro destacou que o STF é a última instância recursal e, por isto, nunca julgou o mérito de um interdito proibitório – instrumento jurídico por meio do qual as instituições financeiras vêm reclamando o direito de propriedade, obrigando os bancários a retornar ao trabalho e os grevistas a permanecer longe das agências. Segundo Jobim, está em estudo uma medida que permitiria ao Supremo julgar matérias constitucionais sem que tenham de passar antes por outras instâncias.