O presidente do Banco do Brasil (BB), Antonio Francisco de Lima Neto, anunciou nesta segunda-feira (7) um conjunto de ações de reestruturação operacional para permitir um aumento de eficiência e ganho de escala da instituição financeira. "Nossa premissa com as medidas é racionalizar e aperfeiçoar o banco dentro do cenário de competição", afirmou Lima Neto. Segundo ele, haverá inicialmente uma centralização das operações de suporte em atividades de logística e apoio negocial.

Atualmente, o BB tem 24 Núcleos de Apoio aos Negócios de Crédito e 19 Gerências Regionais de Logística espalhados pelo País, que serão centralizados em apenas cinco Centros de Suporte Operacional que ficarão localizados em São Paulo, Belo Horizonte Brasília, Curitiba e Recife. "Não há sentido em manter uma rede de apoio tão grande e dispersa", afirmou Lima Neto.

Além dessa medida, o BB pretende implantar um novo modelo de relacionamento com clientes dos segmentos de pessoas físicas, agroempresários e micro e pequenas empresas, criando mais cargos de gerente de contas em várias agências do Brasil. "Isso vai aumentar o nosso contato com os clientes", justificou o presidente do BB. O banco ainda vai reforçar a estrutura de 415 agências da instituição consideradas de pequeno porte hoje.

Demissão

A diretoria do BB estima que as medidas vão afetar um universo de 1.196 funcionários e avalia que, desses, 366 trabalhadores poderão deixar a instituição por adesão aos programas de demissão e aposentadoria voluntários que estão sendo lançados. Hoje, o vice-presidente de Relacionamento com Pessoal, Luis Osvaldo Santiago Moreira, se reuniu com representantes de sindicatos para apresentar as medidas e as condições dos planos de desligamentos.

"Não se trata de simples demissões e redução de pessoal, mas de uma reorganização estrutural, as pessoas que não quiserem sair do banco e que forem afetadas pelas medidas poderão ser realocadas para outros setores", disse Lima Neto. BB estima que as medidas proporcionarão uma economia de R$ 350 milhões por ano e começarão a impactar o resultado da instituição a partir do ano que vem.

Em um "fato relevante" publicado hoje em alguns jornais do País, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) critica as medidas do BB e informa que vai pedir nos próximos dias audiências nos Ministérios do Planejamento, Trabalho, Fazenda e Ministério Público do Trabalho para tentar impedir a diretoria do banco de implementar as medidas.