O Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) elevou hoje, pela primeira vez desde o começo de abril, o yield (retorno ao investidor) das notas de três meses vendidas em suas operações regulares no mercado aberto. A medida reforça a suspeita de que os formuladores da política monetária chinesa possam elevar no curto prazo as taxas de juros do país, disseram operadores.

O PBOC comunicou ter vendido em suas operações de mercado aberto o equivalente a 1 bilhão de yuans (US$ 154,3 milhões) em notas de três meses à taxa de 2,9985%, depois de ter mantido a taxa em 2,9168% por dez semanas. O yield mais alto veio depois que dados divulgados ontem mostraram que o índice de preços ao consumidor da China aumentou 5,5% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, no ritmo mais acelerado em quase três anos.

Horas depois da divulgação do dado de inflação, o PBOC anunciou o aumento da taxa do depósito compulsório dos bancos em 0,50 ponto porcentual, com efeito a partir da próxima segunda-feira. Foi o sexto aumento do compulsório neste ano, na tentativa de conter a liquidez do sistema bancário para controlar as pressões inflacionárias.

O compulsório representa a parcela dos depósitos que, obrigatoriamente, os bancos são obrigados a deixar no PBOC. Quanto maior a taxa, menor o dinheiro em circulação, o que ajuda a conter a escalada de preços. As informações são da Dow Jones.