A antecipação do pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$ 5,1 bilhões dos empréstimos feitos ao País levou o Banco Central a reduzir de US$ 57,6 bilhões para US$ 56,4 bilhões a projeção das reservas cambiais brasileiras no encerramento do ano. O pagamento antecipado ao Fundo, anunciado no último dia 13, foi concretizado na última sexta-feira. Naquele dia, o saldo das reservas internacionais ficou em US$ 54,64 bilhões.

No mês passado, segundo dados divulgados hoje (25) pelo Banco Central, o setor público e o setor privado conseguiram, juntos, renovar em 100% o valor de créditos que haviam tomado no exterior. No entanto, desde o início de julho até hoje, este mesmo movimento – chamado no jargão do mercado de taxa de rolagem – ficou em apenas 24%.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, a queda é sazonal e não deve ser lida como um sinal de deterioração do crédito do Brasil no exterior. Ele afirmou que continua mantida a expectativa média para a rolagem de empréstimos no ano em 70%.

Lopes explicou, ainda, que em julho houve concentração de vencimentos de dívidas no valor de US$ 3,3 bilhões. Para honrar esses pagamentos, muitas empresas já haviam se antecipado e captado recursos no exterior nos meses anteriores. A quitação dessas dívidas faz com que a taxa de rolagem caia.

Dívida externa

A dívida externa brasileira estava em US$ 199,8 bilhões no mês de abril, segundo estimativa divulgada hoje pelo Banco Central. Foi uma queda de 1%, na comparação com março. A redução se deve ao fato de as empresas estatais terem aproveitado o câmbio favorável para antecipar a quitação de suas dívidas num total de US$ 930 milhões.

A nova avaliação da dívida externa do País, no entanto, não é definitiva, já que o BC divulga esse valor com defasagem de alguns meses. A próxima informação consolidada, referente ao segundo trimestre do ano, está prevista para setembro. (colaborou: Renata Veríssimo).