O Banco Central (BC) voltou a perseguir a meta de 4,5% para a inflação deste ano, e não mais a meta ajustada de 5,1%, segundo informação de brasileiros presentes à apresentação do presidente da instituição, Henrique Meirelles, em Washington, na Câmara de Comércio Brasil-EUA, nesta segunda-feira, durante a reunião conjunta do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial.

Na ocasião, o presidente do BC teria indicado que a meta que o Comitê de Política Monetária (Copom) persegue em 2005 é de 4,5%, a meta original. Em um gráfico da sua apresentação constava 4,5% para 2005, e não 5,1%, o que alertou os economistas presentes. Além disto, Meirelles fez questão de frisar esse ponto e chegou a dizer que 4,5% é o centro da meta e não o piso.

Meirelles também disse que o Afonso Bevilaqua, diretor de Política Econômica do BC, que estava presente, vêm mencionando esse ponto. Os dirigentes do BC estão se referindo ao fato de que está citado em relatório do BC de 2004 que o Copom poderia voltar a perseguir a meta oficial de 2005, de 4,5% e não a ajustada.