Brasília – A mistura de biodiesel com o diesel tradicional não deverá afetar, ao menos por enquanto, o preço do diesel comercializado nos postos de combustível. A avaliação foi feita há pouco pelo diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles. "Isso depende das condições de cada mercado, mas no momento não está previsto nenhum tipo de aumento, nem de redução (no preço)" disse, depois de participar da solenidade de assinatura de contratos de compra, pela Petrobras, de 65,3 milhões de litros de biodiesel. Esses contratos se referem ao primeiro leilão do combustível, feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no fim do ano passado.

Segundo Dornelles, atualmente a BR Distribuidora e a rede ALE já comercializam biodiesel misturado ao óleo diesel tradicional em Belém, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Esse biodiesel, porém, foi adquirido diretamente dos fabricantes Mas a presença do biodiesel nos postos do País deve crescer a partir da segunda quinzena deste mês, quando começam a ser comercializados os lotes adquiridos pela Petrobras no leilão da ANP.

Segundo o gerente-geral de Produtos Claros da Petrobras, Edgard Manta, o biodiesel que está sendo adquirido agora será misturado a uma parte do diesel comum produzido pela empresa. Atualmente, a Petrobras produz 40 bilhões de litros de diesel comum por ano.

Com isso, a Petrobras já se prepara para cumprir o que determina a Lei 11.097, de 95. Segundo a legislação, a partir de 2008 todo o diesel comercializado no País terá de conter 2% de biodiesel. A partir de janeiro de 2013, o porcentual exigido para a mistura subirá para 5%. O governo estima que isso significa que o País precisará produzir, em 2008, cerca de 800 milhões de litros anuais de biodiesel e 2,5 bilhões de litros por ano a partir de 2013.