O grupo PSA Peugeot Citroën e Ladetel, em uma parceria com a Universidade de São Paulo, apresentou os dados preliminares de testes com biodíesel etílico de soja. Os resultados foram positivos: a emissão de gases poluentes foi reduzida em até 16%, os motores não apresentaram qualquer tipo de problema, mantendo a potência e o torque como os veículos movidos à gasolina. Os testes não foram finalizados, pois os veículos, que percorreram cerca de 100 mil quilômetros, ainda vão percorrer mais 60 mil.

O coordenador nacional da pesquisa, Miguel Dobdoub, afirmou que os benefícios do biodíesel vão além da preservação do meio ambiente, como geração de empregos, diminuição do êxodo rural, desenvolvimento da agricultura familiar, redução das importações de diesel e satisfação do consumidor.

Para ele, o Brasil, que já detém a tecnologia do álcool combustível, tem todo o potencial para o desenvolvimento do biodiesel. ?O Brasil tem grande fartura de plantas oleaginosas, como a soja, babaçu, mamona, amendoim e até o pequi, usado na culinária?, afirmou.

Miguel Dobdoub acredita que futuramente o país poderá exportar biodiesel, sendo que a comunidade européia tem grande interesse no uso de combustíveis renováveis.

De acordo com o chefe do departamento de combustível e química do grupo, Gérard Belot, os carros foram testados em Curitiba e Ribeirão Preto. O combustível utilizado (B-30) foi desenvolvido com a mistura de diesel, com 30% de biodiesel. O governo brasileiro já autorizou a mistura de 2% de biodiesel ao diesel a partir do ano que vem.