Em meados dos anos 70s, os produtores rurais do Paraná foram chamados à atenção para a necessidade de adotar normas técnicas para o manejo integrado do solo e da água. Na época, o Ministério da Agricultura lançou um programa de conservação do solo, cujo lançamento nacional ocorreu em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná.

Nos anos seguintes, tendo em vista o inegável sucesso do projeto, o Paraná tornou-se reconhecido exemplo a ser multiplicado, inclusive no exterior, da eficiência das medidas destinadas a preservar a fertilidade do solo, conservar os cursos fluviais e adequar as estradas rurais às curvas de nível traçadas sobre toda a área agricultável do Estado.

Decorridos trinta anos, o secretário Orlando Pessuti está anunciando nova cruzada para alertar os produtores rurais, provavelmente filhos e netos dos que se convenceram, à época, do dever humanístico de conservar o solo para as futuras gerações, de que a fatídica erosão está de volta.

Pessuti informa que a Seab vai realizar uma série de seminários em todas as regiões – o mesmo se fez nos 70s – para remotivar produtores ao uso de práticas agrícolas responsáveis de ponto de vista ambiental. Boa medida, secretário.