Londrina – A venda de combustível a brasileiros poderá ser limitada pelo governo boliviano, segundo o jornal El Deber, de Santa Cruz de la Sierra. Reportagem da edição de hoje (15) do jornal revela que centenas de veículos, incluindo carretas, abastecem diariamente nas cidades fronteiriças da província de Germán Busch, cujo prefeito, Nicolas Vaca, disse que "ordenará uma investigação que permita regulamentar e controlar a venda".

Fotografia publicada pelo jornal mostra dezenas de caminhões fazendo fila para abastecer num posto de gasolina entre Puerto Suarez e Quijarro. De acordo com o jornal, esses caminhões, abastecem entre 600 e 800 litros de óleo diesel cada um graças a seus tanques adicionais. Veículos oriundos de Corumbá – onde reside a maioria dos brasileiros que consomem combustível boliviano, chegam a comprar 150 litros de cada vez, também devido a taques adicionais.

O excesso, sugere o jornal, seria revendido em território brasileiro, uma vez que o combustível boliviano custa em média a metade do brasileiro. Consultado pelo jornal, o presidente da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos, Jorge Alvarado, se disse "surpreso" com a informação e que mandará investigar a denúncia. Alvarado criticou a postura dos brasileiros, observando que "não é possível que a Bolívia, um país pobre, subvencione combustível ao Brasil, um país (….) mais rico que nosso". O subsídio ao diesel consumiu no ano passado, segundo ele, o equivalente a US$ 12 milhões.