O setor de exportações é um dos raros da economia brasileira que nada tem a reclamar de rajadas de ventos contrários, embora o panorama possa sofrer pequenas modificações. A preocupação é mínima, tanto que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anunciou no meio da semana que a meta para as vendas externas, em 2007, passou de R$ 152 bilhões para R$ 155 bilhões.

A nova expectativa de aumento dos embarques de produtos e commodities brasileiros para o mercado exterior foi estribada no bom desempenho dos últimos doze meses, durante os quais o ritmo das exportações se manteve dentro dos prognósticos.

Em julho, a Secretaria de Comércio Exterior do ministério registrou queda na média diária das exportações, que chegaram a US$ 641,8 milhões, algo em torno de 1,3% a menos que no mesmo período do ano passado, e 2,1% menor que no último mês de junho.

Os números da balança indicam, porém, que o ritmo das importações tende a crescer mais que as exportações. No primeiro semestre, as saídas cresceram 16,9% em comparação com 2006, enquanto o ingresso de produtos estrangeiros no País cravou 27,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, o perfil das importações mostra a melhoria do quadro econômico, com destaque para o crescimento atual da aquisição de bens de capital, matérias-primas e produtos intermediários.