Depois de resgatar a sexta vítima nos escombros das obras da Linha Amarela do Metrô, o agente ambiental Márcio Rodrigues Alambert, de 37 anos, a equipe de resgate do Corpo de Bombeiros considerou que as buscas chegaram ao fim. Os bombeiros içaram os eixos dianteiro e traseiro do veículo para dentro de uma caçamba. Um guindaste localizado no túnel da Rua Ferreira de Araújo, um dos canteiros do Consórcio Via Amarela, foi utilizado. O restante do veículo foi retirado da cratera em uma lona branca.

O soterramento destruiu completamente o veículo. O que sobrou da carcaça foi apenas a parte inferior e alguns bancos. O teto ficou completamente retorcido, e até precisou ser cortado, assim como muitas outras partes do microônibus, que foram cerradas durante a operação de resgate.

"Para nós acabou", definiu o coronel João dos Santos de Souza, que está a frente das equipes de resgates que trabalharam desde o desabamento da estação, na sexta-feira da semana passada. A conta da corporação parece, contudo, desconsiderar o office-boy Cícero Augustino da Silva, de 60 anos, desaparecido desde a data do acidente.

"Não há indícios suficientes para acreditarmos que ele esteja mesmo ali. Em São Paulo há registros de cerca de 60 desaparecidos todos os dias", explicou o coronel. Ainda assim, os bombeiros devem fazer uma "varredura" na cratera. "Vamos clarear, olhar ponto a ponto com lanternas, tudo isso para ver se encontramos algum sapato, alguma parte de corpo humano, qualquer pista que nos leve a achar que há mais alguém no buraco".

Para ele, o trabalho do Corpo de Bombeiros foi cansativo, mas desafiador. "Aprendemos muito com isso tudo, inclusive com a imprensa. Foi uma lição para todos nós", disse o coronel, que fez questão de ressaltar a determinação dos bombeiros e a importância dos cães nas buscas pelas vítimas.