O dólar e o risco país foram pressionados hoje (7) pela queda das Bolsas em Nova York e São Paulo e pela realização de lucros no mercado da dívida brasileira. O comercial subiu 0,14% na BM&F e 0,09% no balcão, chegando a R$ 2,187, enquanto o paralelo recuou 0,41%, para R$ 2 43. O Ibovespa caiu 2,04%, os juros futuros projetaram alta, o risco Brasil subiu 0,77%, para 261 pontos-base, e o A-Bond perdeu 0,54%, vendido com ágio de 9,50%.

As análises e recomendações desfavoráveis de pelo menos três bancos de investimentos estrangeiros para os títulos da dívida de alguns países emergentes provocaram vendas de papéis brasileiros e, em decorrência, a compra de dólares no mercado doméstico. Além disso, o recuo das ações em Nova York estimulou vendas na Bovespa, com migração parcial dos investidores para o câmbio. No mercado futuro, 3 vencimentos projetaram queda e 6 vencimentos, pequenas altas.

O presidente da BM&F, Manoel Félix Cintra Neto, disse que o governo, em reunião com representantes do mercado, informou que ainda não se decidiu sobre a desoneração para o capital externo. Os presidentes da BM&F e da CNI apóiam a proposta do governo de isentar o Imposto de Renda para as aplicações de investidores estrangeiros em títulos públicos.

A Bovespa voltou a realizar lucros e caiu abaixo dos 37 mil pontos (36.561), com giro de R$ 2,016 bilhões. Os investidores mantêm um movimento de troca de posições, vendendo papéis que acumularam ganhos nas últimas semanas.

"Havia uma percepção de que a Bolsa poderia realizar mais forte se Nova York fraquejasse. E isso em parte aconteceu", comentou um operador, observando que os investidores estrangeiros atuaram na venda, já que alguns bancos que operam com capital externo foram destaque na ponta vendedora do mercado. Petrobras e Vale fecharam com perdas consistentes.