O governo publica ainda esta semana, no Diário Oficial da União, o protocolo de adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC). Com este documento, o governo brasileiro passa a reconhecer a China como país-membro da OMC.

A informação foi dada nesta tarde pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, ao deixar a reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Na reunião ficou decidido, segundo Rossetto, que o protocolo de adesão é um primeiro passo, a ser dado antes da viagem do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan àquele país, no próximo dia 29. Furlan tentará uma negociação com os exportadores chineses para sanar o problema da entrada de produtos no Brasil, que prejudicam a produção local, como nas áreas têxtil e de calçados.

Somente se Furlan não chegar a nenhum acordo com a China, o governo pode tomar alguma medida. Nesse caso, o governo publicaria medidas de salvaguardas para a importação de alguns produtos chinenes. "A opção prioritária é uma opção de negociação, mas preservando os interesses da nossa economia, em especial da nossa indústria", frisou Rosseto. O ministro destacou que esta será uma posição de governo.

"Estamos nos preparamos tecnicamente para todo esse processo e a opção é trabalhar para que o ministro Furlan possa construir um processo acordado com a China. Paralelo a isso, o Brasil se prepara para em uma eventual situação adotar medidas de salvaguardas à nossa indústria". Alegando outros compromissos, Rosseto saiu mais cedo da reunião da Camex, que acontece no Ministério do Desenvolvimento e deve entrar pela noite.