O Brasil terá que investir US$ 500 bilhões no setor energético até 2030 para atender a demanda de energia, cujo crescimento estimado é de 3,2% ao ano.

A projeção consta do relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) e foi divulgada pelo chefe da Divisão dos Países Não-membros da Ásia e da América Latina da entidade, Norio Ehara, durante o seminário que discute as reformas dos setores elétrico e de gás natural no Brasil, no auditório da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no centro. Já a demanda média por gás natural, segundo o relatório da AIE, deve crescer 7% ao ano até 2030.

Ehara disse que embora o Brasil tenha recebido os maiores investimentos externos privados do setor entre 1995 e 2001 existem dificuldades nos avanços das reformas, como a falta de regras mais claras, e que podem prejudicar investimentos futuros.

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), embaixador Sebastião do Rego Barros, que também participa do seminário, disse que ?há necessidade de novos investimentos no setor para evitar gargalos estruturais?. Lembrou que a ANP está dando suporte ao Ministério de Minas e Energia para a definição do marco regulatório do gás natural. Segundo ele, a regulação do setor será diferente da prevista para o petróleo e os principais pontos em discussão são o acesso aos gasodutos e a verticalização dos agentes.

Rego Barros defendeu o projeto de Parcerias Público-Privadas (PPP) como alternativa para garantir o ingresso de capitais ?diante das dificuldades financeiras do setor público?.