O Brasil é o segundo país mais caro para se viver na América do Sul, perdendo apenas para o Chile, cuja população é a que gasta mais com consumo na região. Os menores gastos estão na Bolívia. Segundo dados do Programa de Cooperação Internacional (PIC) na América do Sul, divulgados hoje pelo Banco Mundial, se algum visitante de fora da região se locomovesse de algum país para o outro e comprasse rigorosamente a mesma cesta de bens e serviços teria gasto o maior valor no Chile e o menor valor no Paraguai e na Bolívia.

A pesquisa indica também que o Brasil ocupa o sexto lugar no ranking de consumo domiciliar (despesas reais per capita) da região, com resultado cerca de 10% abaixo da média regional. Em 1996, o País estava na quinta posição do ranking regional de despesas per capita.

O levantamento estabeleceu um índice do nível de preços no qual 100 corresponde aos resultados médios para os 10 países sul-americanos. O Chile mostrou um resultado 17,7% acima da média da região, com índice de 117,7, enquanto o Brasil ficou com 14,2% acima (índice de 114,2). A seguir, também acima da média, estão os índices de preços do Uruguai (108,0) e Venezuela (101,3).

Abaixo da média e, portanto, com preços menores estão o Peru (85 8), Equador (85,7), Colômbia (85,3), Argentina (77,5), Paraguai (57,4) e Bolívia (53,8). O estudo mostra que os países com os maiores níveis de preços não são necessariamente aqueles com as maiores despesas per capita. O cálculo das despesas per capita depende tanto dos preços praticados como das estimativas das despesas nas contas nacionais (PIB).