O Brasil está sendo considerado um país exemplo no avanço das políticas sociais na 43ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da Organização das Nações Unidas (ONU), que se realiza em Nova Iorque, nos Estados Unidos, até a próxima sexta-feira (18). A informação é da secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, representante brasileira na reunião. "Fica muito presente a mudança que houve em relação ao reconhecimento do Brasil. Não é mais apenas o país do futebol e da música, mas que se coloca frente ao mundo liderando essa grande luta de combate à fome", afirma.

Um dos motivos deste reconhecimento, segundo a secretária, é a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando fala do compromisso de combate à fome e à pobreza. "Há um absoluto respeito ao presidente Lula e é impressionante o sentimento de credibilidade ao atual governo e à responsabilidade pública", diz. Para Márcia, essa credibilidade aumenta também as responsabilidades brasileiras. "A gente observa uma grande expectativa de todos os países em relação ao Brasil. Estamos desfrutando de um prestígio mundial e temos responsabilidade de corresponder com ações efetivas", ressalta.

A reunião anual conta com a participação da maioria dos países-membros do Conselho Econômico e Social. De acordo com a brasileira, mais de 70% dos países enviaram representantes. O objetivo é discutir e avaliar o que cada nação fez, no último ano, em relação às Metas do Milênio, estabelecidas em 2000 pela ONU.

É o momento de ter novas idéias, observando o que as outras nações estão fazendo. "Cada país fala das suas experiências e dificuldades, levamos ao nosso país novas indagações e estratégias e transmitimos as nossas experiências particularmente", explica a secretária. Entre as Metas do Milênio, três foram escolhidas para serem debatidas na reunião: erradicação da pobreza, emprego e trabalho e inclusão social.

Além do Bolsa-Família, o Estatuto do Idoso foi uma das iniciativas brasileiras que causou curiosidade e interesse dos participantes da 43ª Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, principalmente nas delegações da Espanha, Portugal e Argentina. "Os países tecem vários elogios ao povo brasileiro em relação a solidariedade e a capacidade de mobilização social", diz Márcia.

De acordo com a secretária, nem todos os países tem uma participação da sociedade na elaboração de políticas. "A África do Sul, por exemplo, está tentando criar mecanismos para a participação da sociedade e eles sabem que o Brasil tem esse avanço".