Com as operações de resgate de brasileiros no Líbano azeitadas, o governo passou a atuar também em outras duas frentes – a coordenação de ações humanitárias para a região afetada pelos bombardeiros de Israel e a assistência de saúde mental aos cidadãos recém-desembarcados no Brasil que tenham enfrentado situações traumáticas. Hoje, o Ministério da Saúde divulgou – em português e em árabe – a lista de telefones e endereços dos centros a serem procurados e anunciou o envio de 9.000 kits de remédios para a Síria, país que já recebeu cerca de 150 mil refugiados provenientes do Líbano.

O Itamaraty, por sua vez, coordenou uma reunião interministerial com entidades da sociedade civil para discutir o envio de mais medicamentos, alimentos e doações em dinheiro para as vítimas dos ataques israelenses na região. O Consulado-Geral do Líbano em São Paulo abriu uma conta no Banco do Brasil para coletar doações no País. O principal dilema do governo brasileiro, entretanto, continua a ser a relutância de pessoas que vivem no Vale do Bekaa, um dos alvos preferenciais da artilharia israelense no Líbano para deixarem a região.