A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) manifestou contrariedade, em nota divulgada nesta terça-feira (19) à imprensa, a qualquer redução das tarifas aduaneiras brasileiras de produtos industriais nas negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC).

"Diminuir mais a proteção alfandegária aos produtos industriais brasileiros seria, neste momento, medida desastrosa, que estimularia ainda mais o ingresso de produtos importados, acelerando o processo de desindustrialização em curso", afirmou o presidente em exercício da Abimaq, Newton de Mello.

Segundo ele, o Brasil já exporta maciçamente todos os gêneros de commodities, mas vem sofrendo uma brutal concorrência de produtos importados, graças à alta valorização do real em relação ao dólar. "A contrapartida brasileira de redução de subsídios agrícolas colabora para o País voltar a ser o país das monoculturas agrícolas do século passado.

Mello ressalta que a entidade está preocupada com os reflexos de eventual redução em todo o setor industrial e não apenas o de máquinas e equipamentos, também afetado por importações predatórias principalmente da China.