Brasília – Os cinco presos pela Operação Selo, da Polícia Federal, por suspeita de fraudes em licitações nos Correios, foram soltos na noite da última segunda-feira (6), após ter expirado o prazo de cinco dias da prisão temporária expedida pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, os presos já foram ouvidos e o trabalho de análise dos documentos apreendidos durante a operação continua. A Justiça Federal não confirmou se recebeu pedido para prorrogação das prisões.

Os cinco forma presos na última quinta-feira (2) acusados de serem membros de uma organização criminosa que lesava os Correios. Um dos detidos é Arthur Wascheck Neto, acusado em 2005 de pagar propina ao então chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha corrompia servidores dos Correios para que aprovassem produtos com especificações abaixo das constantes nos editais de licitação. Assim, as empresas ligadas ao grupo podiam oferecer os menores preços e vencer a concorrência.

A operação contou com a participação de 120 policiais federais, além de membros da Controladoria-Geral da União, com o objetivo de cumprir 25 mandados de busca e apreensão e cinco prisões temporárias no Rio de Janeiro, Distrito Federal e Pernambuco.