O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, defendeu nesta terça-feira (19) o uso de interceptações telefônicas em investigações, mas disse que é necessário regulamentação para garantir que a apuração seja sobre as suspeitas de crime e não sobre assuntos particulares. "Temos de analisar de que maneira se separa aquilo que interessa à investigação daquilo que são conversas pessoais. Hoje a lei não diz administrativamente qual é o procedimento. A autoridade pública também se sente insegura em saber como fazer essa separação", disse.

"O instrumento de interceptação é válido porque está previsto na Constituição Federal e sem ele não se teria desvendado uma série de crimes", afirmou. Toffoli participou de uma reunião nesta terça-feira na Procuradoria Geral da República para discutir medidas de aprimoramento da legislação sobre interceptações telefônicas e direito penal.

Além dele, estiveram na reunião o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, o diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e o secretário de assuntos legislativos do ministério, Pedro Abramovay.