A Justiça do Rio Grande do Norte condenou a Air France a pagar R$ 1.492.800 à família de Soluwellington Vieira de Sá, morto na queda do voo 447, em maio de 2009. A decisão ocorreu no dia 30 de agosto, mas só foi divulgada hoje. Ainda cabe recurso.

A Air France ainda terá que pagar à mulher de Sá uma pensão de R$ 4.098,13, valor correspondente a dois terços do salário que o comandante de embarcação ganhava na época do acidente, até o dia em que ele completaria 65 anos de idade.

Em sua decisão, a juíza Welma Maria Ferreira de Menezes argumentou que as “autoras – a mulher e as duas filhas – perderam de uma só vez, de maneira traumática, abrupta e inesperada, aquele que era mantenedor, esposo e pai”.

 

“Não consigo imaginar, dentro de um espectro de perdas possíveis que o ser humano experimenta ao longo de sua vida, algo que possa ser mais dolorido, traumático e permanente que a perda de um ente querido, em condições absolutamente terríveis e totalmente desprovidas de meios de defesa da vida”, disse a juíza.

 

Soluwellington Vieira de Sá seguia para o Cairo, no Egito, quando o Airbus A330, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, caiu no oceano Atlântico no dia 31 de maio de 2009, matando 228 pessoas.

Falhas

Em julho, o BEA (agência do governo francês que investigou o acidente) divulgou relatório final do acidente com o voo 447 listando falhas humanas e técnicas, mas enfatizou manobras erradas dos pilotos.

Já os peritos da Justiça francesa disseram a familiares dos passageiros que a degradação dos sistemas do Airbus A330 foi preponderante no desastre.