O secretário de Planejamento do Estado de São Paulo, Julio Semeghini, afirmou nesta quinta-feira que trabalha para entregar até esta sexta-feira, 21, ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) a relação dos investimentos que terão que ser postergados ou cancelados para custear a revogação do aumento da tarifa de metrô e trem em São Paulo. “O governador vai fazer esforço para não cancelar obras. Estamos levantando isso hoje e a ideia é que amanhã, ele já tome as decisões”, disse com exclusividade ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

No anúncio da revogação, feito na última quarta-feira, 19, que fará o preço das passagens do metrô e dos trens passar de R$ 3,20 para R$ 3 na próxima segunda feira, 24, o governador Geraldo Alckmin já havia dito que seria preciso “sacrificar investimentos”.

Segundo Semeghini, o Estado não tinha dinheiro para arcar com a manutenção da tarifa em R$ 3. “Não cabe a mim (avaliar se a decisão foi correta), é uma decisão do governador. Ele já tomou, portanto, eu respeito”, disse, ressaltando que o que havia sido repassado era o ‘extremamente necessário”.

De acordo com o secretário, algumas obras com cronograma atrasado estão sendo avaliadas. “Não vamos cortar na saúde, educação e transporte, por decisão do governador. Provavelmente serão obras de infraestrutura”, disse.