São Paulo (AE) – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato a presidente, disse ontem estar surpreso com o apoio que tem recebido dentro do partido para ser escolhido como candidato na corrida presidencial. "No partido, todo dia está crescendo esse apoio, o entusiasmo. Amanhã (4), devo receber esse apoio lá no Mato Grosso do Sul, dos nossos companheiros do partido", afirmou, referindo-se às visitas que fará a Dourados e Campo Grande.

Alckmin negou, entretanto, ter articulado com os aliados políticos o lançamento, na próxima semana, de um manifesto de apoio à própria candidatura presidencial, como forma de intimidar as articulações do prefeito da capital paulista, José Serra (PSDB), pré-candidato a presidente. "Não vi nenhum manifesto, mas é natural que os parlamentares, sejam estaduais, federais ou municipais, manifestem-se", declarou. "As pessoas têm toda liberdade de expor suas idéias e defender quem acham que devem defender."

O governador de São Paulo cumpriu na manhã de ontem agenda de candidato. Inaugurou o Abrigo Engenheiro São Paulo, uma oficina de manutenção de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e depois ficou mais de uma hora e 30 minutos viajando no trem urbano e visitando a Estação da Luz (uma das mais movimentadas da cidade) para cumprimentar os eleitores.

Alckmin vistoriou também as obras que o governo de São Paulo realiza na estação. Depois, adicionou às surpresas o "apoio da sociedade" à candidatura dele. "Uma (surpresa) receptividade ao (meu) nome na sociedade. Com pouco conhecimento tem um índice alto, como nós temos de quase 20%", declarou.

A terceira surpresa de Alckmin, segundo ele, é a possibilidade de formar alianças partidárias "não só para a eleição, como para a governabilidade". "Sempre defendi alianças com partidos políticos", disse.