A juíza Daniela Pertile, da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, determinou que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reserve uma matrícula para um estudante classificado em 106º lugar no vestibular para engenharia mecânica deste ano. O curso tem 120 vagas, mas o candidato ficou de fora porque o sistema de cotas separou 36 lugares para egressos do ensino público e negros, e questionou a classificação na Justiça.

A reserva é provisória e vale até que a juíza se considere esclarecida para tomar uma decisão. Para isso, ela pediu informações sobre o critério de seleção à UFRGS e deu prazo de dez dias para a resposta. Em casos semelhantes, outros três juízes solicitaram informações à universidade, mas não determinaram a reserva de matrícula. Desde a divulgação do resultado do vestibular, na sexta-feira passada, 22 candidatos encaminharam ações à Justiça com pedidos de liminar para retomar vagas que ficaram com cotistas. Treze pedidos foram indeferidos e cinco casos ainda não foram analisados.