Uma ameaça de bomba encerrou prematuramente uma reunião no diretório municipal do PT de Campo Largo, no fim da noite de sexta-feira. Um pacote embrulhado num jornal, que supostamente conteria explosivos, foi detonado pelo esquadrão antibombas do Centro de Operações Especiais (COE), após denúncias anônimas recebidas pelo presidente do PT na cidade, Jaires Caldart, e pela Polícia Militar de Campo Largo.

O encontro ocorria no Clube Polonês, na Rua Sete de Setembro, centro de Campo Largo, e reunia cerca de 100 pessoas, entre filiados, dirigentes do partido e empresários da cidade, além da deputada federal Dra. Clair. O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, e o deputado estadual e pré-candidato do PT à Prefeitura de Curitiba, Ângelo Vanhoni, cancelaram suas participações de última hora.

Durante a reunião, um telefonema ao celular de Jaires Caldart denunciou a existência de duas bombas – uma dentro do salão do clube e outra do lado de fora. Pouco mais tarde, a PM recebeu a mesma informação. Após a localização de um artefato, colocado junto a uma porta lateral externa, o COE foi acionado e retirou todos os presentes para explodi-lo.

O material detonado continha dois tubos de PVC de 15 centímetros cada, conectados com fios elétricos. “O COE confirmou que as características eram de uma bomba, mas só uma perícia irá detectar se havia explosivos”, disse Caldart. O boletim de ocorrência da PM de Campo Largo, porém, aponta que não se tratava de material explosivo.

O presidente do diretório do PT acredita que a intenção dos responsáveis pela “bomba” era mesmo tumultuar a reunião. “Campo Largo vive momento político tenso, por causa das denúncias de orgias e outros crimes envolvendo autoridades da cidade”, disse Caldart, que não quis incriminar ninguém pelo ato e afirmou não ter conseguido gravar no celular o telefone do denunciante anônimo. “Esperamos que se trate apenas de uma brincadeira de mau gosto”, falou. Nenhum suspeito foi localizado pela polícia.