O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, descartou nesta quinta-feira a aplicação de retaliações contra a Argentina, em resposta às restrições às importações impostas pelo governo de Cristina Fernández de Kirchner. “O Brasil não procura retaliar ninguém”, mas sim “busca alternativas que sejam benéficas” para os dois lados, afirmou o ministro.

O chanceler ainda ressaltou, durante um encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que os empresários do Brasil devem promover uma autolimitação de suas vendas ao país vizinho. “A saída deve ser criativa”, enfatizou o ministro ao fazer a sugestão, destacando também que este espaço deve ser preenchido por produtos argentinos, e não de outros países.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu há duas semanas a aplicação de restrições a certos produtos argentinos, em resposta às medidas adotadas pelo governo do país de exigir licenças de importação para alguns produtos brasileiros.

A questão será discutida durante a visita oficial de uma delegação brasileira em Buenos Aires, programada para o dia 12 de março, e deve ser retomada durante a visita de Cristina a São Paulo, no próximo dia 20.