Belém (AE) – A Anistia Internacional está protestando contra a impronúncia (julgar improcedente a denúncia ou queixa), pelo Ministério Público do Pará, do fazendeiro José Décio Barroso Nunes, o Delsão, acusado de ter mandado matar, em novembro de 2000, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará, José Dutra da Costa, o Dezinho. Em carta enviada no final de semana ao procurador-geral de Justiça do MP, Francisco Barbosa, cobra explicações sobre os motivos que levaram a promotora do caso, Lucinery Rezende Ferreira, a pedir a exclusão do fazendeiro do processo, dizendo que contra ele haveria ?extensa evidência, incluindo testemunhos? para não levá-lo a julgamento.

O crime ganhou repercussão internacional. O sindicalista vinha sofrendo constantes ameaças de morte por liderar as invasões de terra em Rondon. O pistoleiro que matou Dezinho, Helinton de Jesus Silva, foi condenado a 29 anos de prisão em novembro.