O analista de sistema Daniel Abujamra, de 31 anos, precisou mudar-se da casa onde vivia com o pai e a irmã na Cidade Dutra, no extremo sul, após ser dominado pela sensação de insegurança. Entre os dias 26 de junho e 4 de julho, a família foi assaltada duas vezes e sofreu uma tentativa de roubo.

Todos os casos aconteceram no portão da residência da família, que perdeu dois carros para os ladrões. No terceiro caso, quando houve a tentativa de assalto, a família fugiu dos assaltantes. “Em nenhuma das vezes a Polícia Militar foi na minha rua ver o que estava acontecendo. Os ladrões nos expulsaram de casa. E nos mudamos quatro semanas depois dos assaltos.”

A base da PM mais próxima do local fica a pouco mais de 1 quilômetro de distância da casa de Abujamra. Segundo ele, ao ir cobrar o policiamento ostensivo na rua -, a resposta da PM foi burocrática. “A resposta é que deveríamos procurar todos os moradores do bairro, fazer um abaixo-assinado, levar de volta no batalhão e esperar uma resposta do oficial responsável.”

Procurada, a PM disse que desde abril foram registrados três casos de roubo na Rua São Guilherme, “sendo dois desses casos justamente na casa do analista de sistemas”. “A rua apontada pela reportagem, por exemplo, tem problemas de iluminação, que favorecem a ação de criminosos. Tais problemas são da esfera municipal.”

No mesmo bairro, o comerciante Eduardo Tacconi, de 37 anos, foi salvo pelo trabalho da Polícia Militar. Ele estava acompanhado da namorada e da sobrinha de 4 anos, na rua do prédio onde mora, quando foi dominado por três ladrões. “Nesse meio tempo passou uma viatura da PM porque tem muito roubo na rua.” Já a corporação diz que o caso indica “perfeitamente que a segurança é uma percepção subjetiva e pessoal” e não se deve “associar crimes a uma suposta ineficiência da polícia”.

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