Assaltada a cerca de 500 metros do local no qual faria a prova do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013, em Salvador, a estudante Thamara Coelho Novolina, de 19 anos, não conseguiu fazer a prova, mesmo tendo registrado a ocorrência na 16ª Delegacia antes do início do teste. De acordo com ela, um assaltante a abordou na Rua José Peroba, no bairro de Costa Azul, e levou sua carteira. Como havia muito tempo para o início da prova – o portão da unidade de ensino na qual faria o exame ainda não havia sido aberto -, ela ainda teve tempo para chamar a irmã e, com ela, ir à delegacia para registrar a ocorrência.

 

“A delegada não estava para assinar o registro, mas saí de lá com o protocolo, que eles disseram que valeria como documento para fazer a prova”, contou. Thamara e a irmã chegaram ao local do exame ainda em tempo, localizaram a sala, mas a estudante foi impedida de fazer a prova.

Seria sua segunda tentativa e ela tem como objetivo fazer faculdade de Direito. “É um absurdo, fui prejudicada duas vezes”, lamentou Thamara. “Além de não me deixarem fazer o Enem, ainda queriam que eu ficasse dentro da escola até o portão ser aberto.”

Outro que disse ter sido vítima da violência e não conseguiu fazer a prova foi o estudante Felipe Augusto, de 17 anos. Ele contou ter sido assaltado durante a semana e tentou fazer a prova usando uma certidão de nascimento. Não conseguiu. Augusto passou a tarde deste sábado (26) esperando a irmã, de 19 anos, concluir o exame no mesmo local onde ele faria a prova.