A Procuradoria da Justiça Militar em São Paulo abriu inquérito para investigar possíveis crimes de ?ato de comércio? praticados pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes. O processo, requerido pela procuradora-geral da Justiça Militar, Maria Ester Henriques Tavares, pede, inclusive, a quebra de sigilo fiscal e bancário de Pontes referente ao período de 2003 a 2006.

Há suspeitas de que ele teria participação em uma escola de Bauru, no interior paulista, e em um site de venda de artigos com o seu nome na internet. O Código Militar proíbe qualquer tipo de prática comercial, o que configuraria crime por parte do astronauta enquanto ainda era ativo na Aeronáutica.

Pontes, que é tenente-coronel, pediu afastamento da ativa menos de um mês após seu retorno da Estação Espacial Internacional (ISS), em abril de 2006. A entrada na reserva foi uma surpresa inclusive para a Agência Espacial Brasileira (AEB), que esperava contar com astronauta no serviço público para representar o programa espacial. Na ocasião, surgiram acusações de que Pontes cobrava por palestras e lucrava com a venda de artigos na internet.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo