Foto: Agência Brasil

Humberto Costa: demora.

O secretário de Comunicação do PT, Humberto Costa, disse ontem, em São Paulo, que a demora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em tomar uma posição sobre a candidatura à reeleição preocupa o partido. Costa ressaltou que não sentiu, até o momento, uma manifestação clara sobre qual será a posição de Lula e apontou a necessidade de mobilizar as bases do partido num apelo pela reeleição. O secretário de Comunicação destacou que ele é, atualmente, o único nome da sigla capaz de reunir uma aliança mais ampla em torno do próprio nome.

O secretário de Comunicação do PT participa da reunião da executiva nacional da legenda. "Isso preocupa o PT e, em razão dessa preocupação, vamos sair a campo para dar ao presidente as condições para que ele assuma essa candidatura", destacou. Costa afirmou que Lula não é apenas "o melhor candidato que a esquerda tem para disputar essa eleição", como também simboliza "o projeto vitorioso" que tem sido o atual governo.

Sobre se o presidente pediu ao PT que desse início a essa mobilização, o secretário afirmou que, em momento algum, isso seria um fator determinante para uma nova candidatura dele. "A possibilidade da candidatura dele depende, basicamente, de construir uma governabilidade para o próximo governo e de existir um cenário nacional e internacional favorável à realização de um governo melhor do que este."

Apesar da preocupação, Costa sinalizou que o partido ainda não tem um plano B no caso de uma eventual desistência de Lula em disputar a reeleição. "Acho que é muito cedo para discutir qualquer  alternativa; nós não trabalhamos com a hipótese de que o presidente não seja candidato. Vamos trabalhar enquanto ele não nos der um não definitivo."

Costa reconheceu que a elaboração do plano de governo da legenda é um processo que ainda está em fase "muito inicial". O secretário ressaltou, no entanto, que a idéia é levar para a próxima reunião do diretório nacional petista um esboço com as linhas gerais deste programa.

Costa não soube dizer quem está encarregado deste processo, mas confirmou que o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia consta da lista de integrantes do grupo responsável.