Brasília – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira (21) achar "razoável" que haja aumento da arrecadação do governo, uma vez que as empresas brasileiras estão tendo mais lucro. De acordo com a Receita Federal, o crescimento econômico e a melhor eficiência no combate aos sonegadores possibilitaram a arrecadação de R$ 54,779 bilhões em impostos e contribuições federais no mês de outubro.

O valor é recorde para meses de outubro e o terceiro maior de todos os meses desde janeiro de 2003, segundo relatório divulgado ontem (20) pelo órgão.

?A Receita teve um aumento expressivo porque há muito mais pessoas empregadas, os salários são melhores e as empresas, não apenas do setor financeiro, mas do comércio, dos serviços, estão bamburrando, ganhando muito dinheiro. Acho que é razoável que o Estado também tenha a sua parcela. Até porque nós não fizemos nenhum aumento de tributos do ano passado para cá?, disse o ministro.

De acordo com Paulo Bernardo, devido a um excedente de receita e de redução prevista no déficit da Previdência, o ministério anunciou ontem a ampliação, em R$ 5 bilhões, dos limites de empenho e movimentação financeira para os órgãos da administração pública.

O ministro disse que ainda não foi decido o que será feito com o dinheiro liberado para gastos. Ele acrescentou que há pedidos dos órgãos da administração pública que ultrapassam o que é possível atender. ?Com certeza é o dobro do que nós teríamos condição de atender, mas vamos fazer uma triagem e vamos levar para o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] a proposta de atender os ministérios de maneira equilibrada.?

Paulo Bernardo participou da abertura do 5º Encontro Nacional de Dirigentes de Recursos Humanos do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal  (Sipec).